ESTUDO APONTA QUE SECA DO ÚLTIMO EL NIÑO ATINGIU 38% DAS ÁREAS HABITADAS NA AMAZÔNIA

Por Redação 04/09/2026 11:47 • Atualizado Há 2 dias
Compartilhe

Um levantamento inédito divulgado pela rede MapBiomas revela que mais de um terço (38%) das áreas habitadas da Amazônia sofreram de forma intensa com os efeitos do El Niño de 2024. De acordo com o estudo, das 5.673 localidades mapeadas no bioma — incluindo núcleos urbanos, rurais, terras indígenas e territórios quilombolas —, 2.172 registraram alta exposição às alterações climáticas provocadas pelo fenômeno.

No trimestre entre setembro e novembro de 2024, a superfície de água na região ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica registrada desde 1985, acompanhada por um volume de chuvas 27% menor do que o padrão. No mesmo período, as temperaturas máximas médias subiram 2,6 °C acima do observado historicamente, acelerando o processo de evaporação e elevando o estresse hídrico na vegetação.

Além disso, os dados apontam que 93% das localidades analisadas (5.273 comunidades) estão situadas a menos de 5 km de pontos com redução da superfície hídrica. A retração dos rios afeta diretamente a mobilidade fluvial, o abastecimento de água potável e a pesca, agravando o isolamento e a vulnerabilidade social das populações amazônicas perante a iminência de novos episódios extremos.

Destaques do Relatório Ambiental

  • Populações Atingidas: 2.172 comunidades amazônicas sofreram de forma severa com a estiagem prolongada.
  • Déficit Hídrico: A cobertura de água ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica registrada desde 1985.
  • Anomalia Térmica: As temperaturas máximas registraram uma elevação média de 2,6 °C durante o pico do fenômeno.
  • Proximidade dos Rios: 93% dos pontos habitados estão localizados em um raio de até 5 km de áreas afetadas pela seca.

foto: Ed Alves/CB/D.A Press

Deixe um comentário

Mais do V1 News