O mercado financeiro registrou um marco nesta sexta-feira (08/05). O dólar encerrou a sessão com queda de 0,59%, cotado a R$ 4,8942, rompendo a barreira dos R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024. A valorização do real foi impulsionada pela alta nos preços do petróleo e pela expectativa de maior entrada de divisas no país através das exportações. No mercado acionário, o Ibovespa acompanhou o clima positivo e avançou 0,49%, fechando aos 184.108 pontos.
O cenário internacional foi dominado pela escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã. Novos confrontos no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de combustíveis, elevaram os preços da commodity. O barril do petróleo Brent superou a marca dos US$ 100, favorecendo economias exportadoras como a brasileira. Em paralelo, o presidente americano Donald Trump sinalizou a manutenção da ausência de diálogo com Teerã, mantendo o mercado em alerta sobre a oferta global de energia.
Nos EUA, o relatório de emprego (payroll) revelou a criação de 115 mil vagas em abril, superando as projeções dos analistas. Com a taxa de desemprego estável em 4,3%, a economia americana demonstra resiliência, o que reforça a tese de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter as taxas de juros elevadas por um período mais prolongado para conter a inflação.
Enquanto Wall Street e as bolsas asiáticas fecharam no campo positivo, os mercados europeus recuaram, pressionados pelo receio dos impactos geopolíticos no Oriente Médio e pelos custos de energia. No acumulado do ano, o dólar já registra uma desvalorização de 10,83% frente ao real, enquanto o Ibovespa acumula alta de 13,71%.

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