INVESTIGAÇÕES EM BRASÍLIA: POLÍCIA FEDERAL REJEITA SEGUNDA PROPOSTA DE DELAÇÃO PREMIADA DO BANQUEIRO DANIEL VORCARO

Por Redação 12/06/2026 08:08 • Atualizado Há 7 horas
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A Polícia Federal (PF) recusou a segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão institucional de rejeição já foi formalmente comunicada pela corporação ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao corpo de advogados de defesa do empresário. Por outro lado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que o material protocolado ainda segue sob análise técnica interna e que o órgão ministerial não emitiu uma manifestação jurídica definitiva até o momento.

De acordo com os relatórios emitidos pelos investigadores federais, os novos anexos e depoimentos preliminares oferecidos por Vorcaro foram considerados insuficientes por não apresentarem fatos inéditos ou novos elementos de convicção diante do acervo probatório que já foi reunido ao longo do inquérito. A PF apontou que as evidências materiais previamente colhidas, incluindo os dados extraídos das quebras de sigilo e do próprio aparelho celular confiscado do banqueiro, já contemplavam as informações reportadas na nova tentativa de colaboração.

O histórico do processo aponta que a primeira versão do acordo de cooperação judiciária de Vorcaro havia sido sumariamente rejeitada pela Polícia Federal no dia 20 de maio. Naquela ocasião, contudo, a PGR havia sinalizado interesse em manter os canais de negociação abertos, condicionando o prosseguimento à entrega de dados complementares. Diante desse cenário, o banqueiro reformulou sua equipe de representação jurídica e reestruturou os termos da delação. Entre as principais alterações, o empresário modificou um anexo que mencionava repasses financeiros ao senador Ciro Nogueira (PP-PI); as transações, que antes eram justificadas como decorrentes de uma “relação de amizade”, passaram a ser tipificadas formalmente no novo documento como pagamento de propina.

Apesar das alterações e do aprofundamento das teses apresentadas no texto reformulado, o colegiado de delegados da Polícia Federal concluiu que as modificações não sanaram os pontos críticos do acordo. A avaliação dos investigadores é que o dono do Banco Master permaneceria omitindo fatos com o objetivo de blindar aliados políticos e econômicos, configurando uma tentativa de colaboração do tipo seletiva, prática que inviabiliza a concessão dos benefícios jurídicos previstos no instituto da delação premiada.

Banqueiro Daniel Vorcaro (Reprodução/ Redes Sociais)

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