EX-FUNCIONÁRIA REVELA RESTRIÇÕES NA DROGASIL EM MEIO A AÇÃO DO MPT-PE QUE PEDE R$ 2 MI EM INDENIZAÇÃO

Por Redação 24/08/2026 10:53 • Atualizado Há 9 horas
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Uma ex-funcionária da Rede Drogasil detalhou os bastidores da rotina de trabalho em uma unidade em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, expondo restrições severas ao descanso dos trabalhadores. A farmacêutica Vitória Gomes, de 24 anos, relatou ter trabalhado na empresa entre 2021 e 2024 e afirmou que o uso de cadeiras era veladamente proibido por gerentes e supervisores, mesmo para funcionários em situação de vulnerabilidade física ou gestantes.

O depoimento surge após o Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) ajuizar uma Ação Civil Pública contra a Raia Drogasil S.A. na Justiça do Trabalho do Recife, com pedido de R$ 2 milhões em indenização por danos morais coletivos. O MPT-PE apurou que assentos eram mantidos nos balcões apenas para simular o cumprimento de exigências fiscais e trabalhistas, enquanto os empregados eram forçados a realizar os atendimentos em pé ao longo de todo o expediente.

Segundo estimativas do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Pernambuco (Sinfarpe), cerca de 600 trabalhadores foram submetidos a essas condições nas unidades pernambucanas. A ação do MPT-PE exige, em caráter de urgência, que a rede cumpra a Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17), disponibilizando cadeiras com encosto e pausas para alternância de postura. Em nota oficial, a Raia Drogasil informou que ainda não foi citada no processo e que prestará esclarecimentos à Justiça assim que for notificada.

Detalhes da Ação do MPT-PE e Denúncias

  • Relatos de Restrição: Ex-funcionária relata constrangimentos, advertências e proibição de sentar mesmo durante entregas a pé no sol e mal-estar físico.
  • Escopo da Medida: O sindicato (Sinfarpe) calcula que cerca de 600 funcionários foram afetados por ordens verbais de proibição nos últimos quatro anos.
  • Infração à NR-17: O MPT-PE identificou que o uso de cadeiras era simulado para fiscalizações, violando regras de ergonomia e saúde no trabalho.
  • Valor Pedido: R$ 2 milhões em danos morais coletivos e multas de até R$ 20 mil por infração acrescidas de R$ 2 mil por trabalhador impactado.
  • Posição da Empresa: A Raia Drogasil declarou que aguarda citação judicial para apresentar os esclarecimentos nos autos do processo.

Rede de farmácias é alvo do MPT-PE (Foto: Acervo DP)

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