O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou oficialmente a ocorrência de uma grave falha de segurança que resultou no vazamento de dados cadastrais de aproximadamente 2 milhões de segurados. O incidente cibernético foi detectado originalmente no dia 22 de abril pela Dataprev — empresa pública de tecnologia responsável pelo processamento e gerenciamento das informações previdenciárias do país —, mas os detalhes e a extensão do problema foram mapeados e divulgados pela autarquia federal.
De acordo com o relatório técnico preliminar emitido pelo órgão, a triagem dos arquivos comprometidos revelou que a grande maioria das informações acessadas indevidamente pertence a pessoas que já morreram. Do total de CPFs expostos pelo sistema digital, 97% correspondem a cidadãos já falecidos. Os 3% restantes das contas afetadas referem-se a beneficiários vivos, o que representa um grupo de cerca de 50 mil segurados ativos que tiveram seus dados pessoais violados na plataforma.
Em nota oficial de esclarecimento, a direção do INSS buscou mitigar o risco de fraudes financeiras imediatas, ressaltando que o vazamento isolado desses dados não confere autorização automática para a liberação de transações de crédito, como empréstimos consignados. A instituição garantiu que esse tipo de operação exige etapas rigorosas de validação de identidade e documentos adicionais. Da mesma forma, tentativas de fraudar pensões por morte demandam a apresentação de certidões de óbito físicas e cruzamento de dados biométricos junto aos postos de atendimento.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil