FRAUDE BILIONÁRIA: PF E CGU DEFLAGRAM NOVA FASE DA OPERAÇÃO ‘SEM DESCONTO’ COM MANDADOS EM PERNAMBUCO E MALA DE DINHEIRO APREENDIDA

Por Redação 27/05/2026 10:18 • Atualizado 27/05/2026
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A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quarta-feira (27/05) uma nova e importante fase da Operação Sem Desconto. A ofensiva policial visa desarticular e aprofundar as investigações sobre um esquema bilionário de fraudes que realizava descontos indevidos e sem autorização diretamente nos contracheques de aposentadorias e pensões geridas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As ordens judiciais e as medidas restritivas foram expedidas e autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), evidenciando a alta relevância do caso.

Ao todo, os agentes públicos cumprem 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares focadas em monitoramento por tornozeleira eletrônica e outras ações constritivas patrimoniais. As buscas ocorrem simultaneamente em municípios de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal. Durante o cumprimento de um dos alvos da operação, a PF localizou e apreendeu uma mala de viagem recheada de dinheiro em espécie. Imagens oficiais divulgadas pela corporação mostram o momento em que os policiais violam a bagagem e encontram pacotes plásticos lacrados com dezenas de maços contendo, majoritariamente, cédulas de R$ 200,00. A contagem e o valor total da quantia ainda estão sendo contabilizados na sede da instituição.

A Operação Sem Desconto teve início originalmente em abril de 2025, após auditorias identificarem que entidades associativas de fachada estavam aplicando cobranças compulsórias e indevidas de mensalidades em benefícios previdenciários. Estima-se que o grupo criminoso tenha subtraído de forma fraudulenta cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas vulneráveis entre os anos de 2019 e 2024. Desde a primeira fase do inquérito, que já incluiu ramificações como a Operação Indébito no início deste ano, o Poder Judiciário determinou o afastamento de servidores públicos federais e ordenou o bloqueio e sequestro de bens e ativos financeiros que superam o montante de R$ 1 bilhão para garantir o futuro ressarcimento das vítimas.

Polícia Federal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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