POLÍCIA CIVIL APONTA MÃE, IRMÃ E FILHO DE DEOLANE EM ESQUEMA DE LAVAGEM DE DINHEIRO

Por Redação 27/05/2026 17:09 • Atualizado 27/05/2026
Compartilhe

A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito que coloca a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra como peça central e “elemento de coordenação” de uma complexa rede de lavagem de dinheiro com supostas ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O relatório final das autoridades, divulgado nesta quarta-feira (27/05), expandiu o escopo das investigações para o núcleo familiar da influenciadora, que se encontra presa preventivamente desde o último dia 21 de maio. O documento cita nominalmente o filho de Deolane, Giliard Vidal dos Santos, sua mãe, Solange Bezerra, e sua irmã, Dayanne Bezerra, descrevendo uma suposta engenharia financeira montada para ocultar a origem de recursos ilícitos.

De acordo com o relatório policial, as quebras de sigilo revelaram que Deolane movimentou mais de R$ 40 milhões em suas contas bancárias, sendo que cerca de metade dos créditos recebidos sequer pôde ser identificada pelas autoridades. Além disso, os investigadores apontaram que mais de R$ 27 milhões saíram das contas da influenciadora para destinos desconhecidos. A polícia afirma ter rastreado repasses financeiros à advogada feitos pela empresa Lopes Lemos Transportes Ltda. — ligada à facção —, sob o pretexto de “acertos financeiros” que não condizem com honorários advocatícios legítimos. As empresas da família, como a Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda., apresentaram movimentações incompatíveis com o faturamento declarado, funcionando no modelo de “contas de passagem”, onde valores astronômicos entravam e eram rapidamente pulverizados entre parentes e terceiros com antecedentes criminais antes de serem convertidos em bens de luxo, como uma Ferrari SF90 avaliada em R$ 4,4 milhões.

O filho da influenciadora, Giliard Santos, também foi apontado como peça estratégica no esquema. Mesmo sem possuir histórico empresarial ou atividade laboral que justificasse os ganhos, o jovem movimentou mais de R$ 11 milhões. A Polícia Civil sustenta a tese de que ele atuava como “interposto” (laranja) para ocultar as transações da mãe, embora seu indiciamento formal tenha sido postergado pelos investigadores. O padrão de incompatibilidade financeira também foi detectado nas contas bancárias de Solange e Dayanne Bezerra. Apesar do teor contundente do relatório conclusivo da polícia, o documento funciona como peça informativa para o Ministério Público e não representa uma condenação judicial definitiva.

Deolane, Solange e Dayanne Bezerra (Foto: Reprodução)

Deixe um comentário

Mais do V1 News