LAUDO CONFIRMA INTOXICAÇÃO POR METANOL EM PETROLINA E POLÍCIA APURA ORIGEM DE BEBIDA ADULTERADA

Por Redação 24/06/2026 17:37 • Atualizado Há 23 horas
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A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou mais um desfecho trágico associado à contaminação e consumo de substâncias tóxicas no estado. O caso envolveu um homem de 32 anos, morador do município de Petrolina, no Sertão do São Francisco, cuja fatalidade ocorreu em via pública no dia 19 de maio de 2026. A confirmação de que a vítima foi atingida por uma severa intoxicação metabólica ocorreu após a conclusão do exame laboratorial detalhado.

Conduzido pelo Instituto de Criminalística de Pernambuco (IC-PE) e finalizado no dia 18 de junho, o laudo toxicológico apontou de forma isolada a presença de álcool metílico (metanol) na corrente sanguínea da vítima. O relatório técnico dos peritos criminais descartou a presença ou a influência de outras substâncias de interesse clínico ou policial no organismo, tais como entorpecentes ilícitos, medicamentos controlados ou compostos químicos de pesticidas.

Com o resultado do exame em mãos, as investigações epidemiológicas, sanitárias e policiais avançaram para tentar mapear o trajeto do composto químico perigoso. A principal linha de trabalho das autoridades trabalha com a hipótese de adulteração criminosa de bebidas alcoólicas destinadas ao comércio local. Equipes da Vigilância em Saúde e da Vigilância Sanitária estadual atuam de forma integrada com as delegacias da Polícia Civil para identificar a marca do produto consumido, o estabelecimento comercial responsável pela venda e os possíveis lotes de fabricação clandestina.

O uso do metanol em bebidas constitui uma infração gravíssima e um atentado à saúde pública. Diferente do etanol (utilizado na indústria de bebidas regularizadas), o metanol é um solvente industrial altamente volátil e tóxico para o organismo humano, cuja ingestão, mesmo em volumes mínimos, pode provocar cegueira definitiva, falência renal difusa e colapso respiratório central em poucas horas.

O monitoramento da SES-PE aponta que Pernambuco já contabilizou, até o presente momento de 2026, o total de 130 notificações médicas suspeitas relacionadas ao consumo de insumos adulterados. Desse montante consolidado, 9 casos foram laboratorialmente confirmados para a presença de metanol, 106 foram formalmente descartados pelos técnicos e outros 15 pacientes seguem sob monitoramento e investigação clínica.

No que diz respeito ao índice de letalidade associado às notificações gerais do estado, foram registrados 29 óbitos suspeitos. Destes, 6 tiveram o diagnóstico definitivo de envenenamento por metanol ratificado pelos exames periciais do Instituto de Criminalística, enquanto as demais ocorrências foram arquivadas ou aguardam a liberação de novos exames complementares.

Imagem/Reprodução

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