RITMO ACELERADO: BRASIL APREENDE 65% DA COTA DE EXPORTAÇÃO DE CARNE BOVINA PARA A CHINA EM APENAS CINCO MESES

Por Redação 25/06/2026 16:14 • Atualizado Há 1 dia
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As exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China mantêm um ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pelo Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) apontam que o Brasil já preencheu 65,4% de sua cota anual disponível para o país asiático nos primeiros cinco meses do ano. O desempenho consolida o protagonismo do agronegócio nacional, que lidera de forma isolada os fornecimentos para o mercado chinês.

Entre os meses de janeiro e maio, os produtores brasileiros embarcaram um total de 723.745 toneladas de carne bovina para o território chinês. O montante representa mais da metade do teto anual fixado para o Brasil, que é de 1,106 milhão de toneladas para todo o ano de 2026. Diante desse fluxo contínuo, a expectativa de analistas do setor é de que o limite total de isenção ou tarifas favorecidas do Brasil seja integralmente atingido entre o final de junho e o início de julho.

Enquanto o Brasil gerencia o andamento de seus embarques, um de seus principais concorrentes globais enfrentará barreiras econômicas mais duras. A Austrália foi o primeiro grande fornecedor a esgotar 100% de sua cota anual de exportação para a China, atingindo o teto no último dia 18 de junho. Como consequência, o mecanismo de salvaguarda do governo chinês foi acionado, aplicando uma sobretaxa imediata de 55% sobre a tarifa vigente da carne australiana.

Por outro lado, os demais competidores da América do Sul operam com margens de folga mais confortáveis. A Argentina utilizou 41,3% de seu limite anual ao exportar 210.857 toneladas no mesmo período, enquanto o Uruguai preencheu apenas 22,3% de sua cota de direito. O movimento acelerado dos embarques brasileiros ocorre mesmo diante de uma desaceleração gradual do consumo chinês, que reduziu o volume mensal de importações globais de carne de 366,4 mil toneladas em janeiro para 207 mil toneladas em maio.

Imagem Ilustrativa/ Freepik

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