RELATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL APONTA LULINHA COMO BENEFICIÁRIO INDIRETO EM NEGOCIAÇÕES DE LOBISTA COM EMPRESÁRIOS

Por Redação 21/08/2026 09:54 • Atualizado Há 4 horas
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Um relatório da Polícia Federal (PF) apontou que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é citado em mensagens de celular como “beneficiário indireto” de negociações conduzidas pela lobista Roberta Luchsinger. As apurações indicam uma atuação conjunta entre Roberta, Lulinha e o empresário Fernando Kalil na tentativa de intermediar interesses privados e contatar ministérios do governo federal.

Segundo as investigações, o grupo mantinha conversas sobre projetos e contatos no Poder Executivo. Entre as tratativas mencionadas está a tentativa de articulação junto ao Ministério da Saúde para a aquisição de produtos à base de canabidiol e gestões direcionadas a contratos na estatal Telebras. Em mensagens recuperadas pelos investigadores, Roberta referia-se a Lulinha como ponto de referência e suporte nas articulações.

Apesar do teor dos diálogos mapeados no inquérito, o relatório da PF não aponta contratos ou negócios que tenham sido efetivamente concluídos com o governo federal. Em nota, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva destacou que ele vem sendo investigado há anos sem que qualquer irregularidade tenha sido comprovada, criticando o vazamento de informações sigilosas. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o Ministério Público Federal (MPF) protocolou parecer sugerindo o envio das investigações para a primeira instância judicial por ausência de foro privilegiado entre os investigados.

Principais Pontos da Investigação

  • Papel Apontado: Citação de Lulinha em diálogos como “beneficiário indireto” e referência decisória em articulações.
  • Setores Citados: Gestões e contatos direcionados ao Ministério da Saúde e à Telebras.
  • Conclusão de Contratos: Ausência de registros de negócios efetivamente fechados com a administração pública.
  • Posição da Defesa: Alegação de ausência de provas de irregularidades e críticas ao vazamento de trechos do inquérito.
  • Tramitação Jurídica: MPF defendeu o envio dos inquéritos para a primeira instância por falta de foro especial.

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha (Paulo Giandalia/Estadão Conteudo)

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