O julgamento do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado do disparo de fuzil que vitimou a criança Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, em 2021, em Niterói (RJ), foi adiado para o dia 5 de maio de 2027. A sessão do Tribunal do Júri estava inicialmente prevista para a última quarta-feira (21). A remarcação ocorreu devido a um conflito de agenda da juíza responsável pelo caso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O réu responde em liberdade por homicídio doloso após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A atuação da defesa conta com a participação do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que ingressou na representação jurídica do acusado em 2024. A defesa impetrou recursos em instâncias superiores, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), na tentativa de reverter a pronúncia para o júri popular, recurso que não foi acolhido pela Corte nacional.
O caso remonta ao dia 2 de fevereiro de 2021, quando a criança foi atingida enquanto brincava na entrada de sua residência durante uma intervenção policial. O adiamento do júri reabriu o debate sobre a celeridade do sistema de justiça e o acompanhamento de processos de grande comoção social por familiares e entidades de direitos humanos.
Histórico e Situação Processual
- O Caso: Ocorrido em 2 de fevereiro de 2021, em Niterói (RJ), resultando no falecimento de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos.
- Acusação: O Ministério Público (MPRJ) denunciou o PM Bruno Dias Delaroli por homicídio doloso.
- Representação Jurídica: Flávio Bolsonaro ingressou como advogado de defesa do PM em 2024, assinando recursos junto às Cortes superiores.
- Nova Data: O júri popular foi remarcação oficial para o dia 5 de maio de 2027.

Senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (Sergio Lima/AFP)